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Defesa e Esporte

Conta a lenda que, no ano de 490 a. C., os gregos venceram os persas na batalha de Maratona e coube a Pheidippides, um soldado e excelente corredor, levar a notícia da vitória até Atenas. Ele correu aproximadamente 35 km da planície de Maratona até Atenas e, ao chegar, só teve fôlego de anunciar “vencemos”, e caiu morto. 

Desde o século XIX, nos primeiros Jogos Olímpicos dos tempos modernos, esse episódio militar foi transformado numa das provas mais importantes e desgastantes do atletismo olímpico: a Maratona.

O primeiro evento esportivo institucionalizado foi realizado na Grécia Antiga. Os Jogos Olímpicos da Antiguidade, como são chamados hoje, reuniam provas de corrida, equitação, luta, boxe e pentatlo. Além do prestígio, a vitória nos Jogos tinha um peso social fundamental: era a comprovação de que o competidor estava pronto para participar das atividades militares.

No século XVIII, as profundas transformações sociais decorrentes da Revolução Industrial na Inglaterra contribuíram para o surgimento do esporte moderno.

Como a Maratona, diversas atividades, originalmente relacionadas aos exércitos e às guerras, que tinham o objetivo de aprimorar e desenvolver a força física dos soldados – ampliando as chances de vitória nas batalhas e demonstrando a superioridade de um povo – foram sendo transformadas em prática desportiva para civis, com ações bélicas passando a serem realizadas de forma simbólica.

As características fundamentais do esporte – o respeito às regras, hierarquia, o preparo físico e disciplina – tiveram como consequência natural a incorporação das práticas desportivas às estruturas militares, como uma ferramenta importante para o preparo físico e moral das tropas.

No Brasil

O esporte militar no Brasil até o final da década de 1940 desenvolveu-se de forma isolada em cada Força Singular (Marinha, Exército e Aeronáutica) e Auxiliar (Polícias Militares e Bombeiros dos Estados). No entanto, por iniciativa do Departamento de Desportos do Exército (DDE), em 1951, foi formulado um projeto de competições entre estas Forças de todo o país, visando à confraternização dos participantes e à seleção de atletas para representações em competições internacionais.

No seu ponto de partida, o projeto gerou a necessidade de criar um órgão central capaz de coordenar as atividades e eventos previstos. Nasceu, então, o Conselho Desportivo Militar das Forças Armadas.

Após cinco anos de experiências acumuladas e como resultado de uma Exposição de Motivos encaminhada ao ministro do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), criou-se, pelo Decreto nº 38.778/56, a Comissão Desportiva das Forças Armadas (CDFA), que em 1958, transformou-se na atual Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB).

Já na década de 90, na tentativa de manter o esporte militar como aliado das entidades gestoras civis na busca de melhores resultados esportivos, vários atletas de nível nacional e internacional foram revelados pelo esporte militar, em diversas modalidades, como atletismo, judô e esgrima.

Entre os marcos históricos, destaca-se a inclusão da mulher no esporte militar. Somente em 1987, iniciou-se a participação feminina nos Campeonatos Nacionais Militares. Com o passar dos anos, as mulheres atletas militares alcançaram níveis de performance nacionais e internacionais, hoje compondo seleções brasileiras, como no tiro, judô e orientação.

Atualmente, os atletas militares brasileiros são reconhecidos pela organização e participação em eventos nacionais esportivos e internacionais de representação do país, destacando-se nas modalidades de atletismo, judô, natação, pentatlo aeronáutico e pentatlo militar.

Resultado esse comprovado na 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares – os Jogos da Paz , realizados no Rio de Janeiro, em 2011, com a participação de 111 países e 4 mil atletas, e tendo o Brasil conquistado o maior número de medalhas da competição (114).

Mais recentemente, os atletas militares conquistaram 48% das medalhas obtidas pela delegação brasileira (141) nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. Foram 67 medalhas, sendo 20 de ouro, 18 de prata e 29 de bronze.

Os atletas militares mostram que foco e disciplina são atributos essenciais para se alcançar vitórias na vida, no trabalho e no esporte.

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