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Dilma Rousseff recebe atletas militares em cerimônia no Planalto

Brasília, 26/08/2015 - Representando os 67 militares brasileiros medalhistas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, 12 atletas das Forças Armadas serão recebidos pela presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (27), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), durante cerimônia em comemoração aos 10 anos do Programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte.

Ao todo, a lista de convidados inclui 30 atletas medalhistas, dos 141 brasileiros vitoriosos em Toronto.

Dentre os representantes das Forças Armadas que chamaram a atenção do mundo ao prestarem continência no pódio, estão os sargentos Juliana dos Santos, ouro no atletismo; Guilherme Guido, prata na natação; Bernardo Oliveira, bronze no tiro com arco, e Joice Silva, ouro na luta olímpica.

Atualmente, 708 militares fazem parte do Programa Atletas de Alto Rendimento, sendo que 167 são militares de carreira e outros 541 temporários.

Os desportistas que integram o Programa têm à disposição todos os benefícios da carreira, como soldo, 13º salário, plano de saúde, férias, direito à assistência médica, incluindo nutricionista e fisioterapeuta, além de disporem de todas as instalações esportivas militares adequadas para treinamento. Os atletas também são beneficiados pelas bolsas Pódio e das categorias Olímpica, Internacional e Nacional do Ministério do Esporte.

De olho nos JMM

Depois da conquista no Pan, os atletas militares estão em contagem regressiva para os 6º Jogos Mundiais Militares que acontecerão em oito cidades da República da Coreia, de 2 a 11 de outubro.

Foram convocados 286 atletas militares brasileiros que disputarão as 24 modalidades: atletismo, boxe, basquete, ciclismo, futebol, golfe, handebol, judô, maratona, pentatlo moderno, pentatlo naval, pentatlo militar, pentatlo aeronáutico, orientação, natação, triatlo, vôlei, lutas associadas, taekwondo, tiro com arco, esgrima, paraquedismo, vela e tiro esportivo.

A meta do Brasil é ficar entre as cinco melhores posições no quadro geral de medalhas. Na última edição do evento, realizada em 2011, no Rio de Janeiro, o país ficou em primeiro lugar com 114 medalhas (45 de ouro, 33 de prata e 36 de bronze) e ultrapassou, nos últimos dias de disputa, a China, a segunda colocada.

Em ritmo de treinamento para os 6º JMM, na modalidade tiro com arco, o sargento da Força Aérea Brasileira, Bernardo Oliveira, diz que participar da competição é uma experiência nova e está “animado com isso”. 

O arqueiro é um dos seis atletas convocados pela Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTArco) que vão representar o Brasil no evento-teste da modalidade. A competição será realizada entre 15 e 22 de setembro, no Sambódromo do Rio de Janeiro, mesmo local das provas do tiro com arco nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Confira o bate-papo com o sargento Bernardo Oliveira:

1 – Com a proximidade dos 6º Jogos Mundiais Militares (JMM), evento que dá ao Brasil condições de firmar-se entre as grandes potências esportivas. Quais suas expectativas para esta competição?

As expectativas são as ótimas. O tiro com arco é um esporte apoiado pelas Forças Armadas de outras nações há bastante tempo. Então, diversos dos arqueiros que nós encontramos com frequência em competições estarão lá na República da Coreia disputando os 6º Jogos Mundiais Militares também. 

Isso nos deixa de certa forma tranquilos porque já conhecemos bem os nossos adversários. Sabemos que não teremos grandes surpresas quanto à isto. Mas participar de um evento multi-desportivo militar será uma experiência nova e com certeza estou animado.

2 – O Programa Atleta de Alto Rendimento, uma parceria dos ministérios da Defesa e Esporte, permite que muitos competidores tenham condições de treino suficientes para que possam estar preparados para tais campeonatos. Qual é sua avaliação deste programa do governo federal?

Eu, e sinto que posso falar pelos demais arqueiros que também foram incorporados à Força Aérea Brasileira, sinto enorme gratidão pelo apoio que estamos recebendo através deste programa.

Em especial para nós, de esportes que ainda são pequenos no Brasil, só o fato de recebermos um salário regular já faz uma enorme diferença. Pudemos pela primeira vez dizer que somos profissionais e nos dedicar integralmente aos treinos e competições. Além da disponibilidade das instalações militares para a realização dos treinos. Este programa não está ajudando somente nós, atletas militares, mas também o nosso esporte como um todo.

3 – Os 6º JMM consistem num preparo para os Jogos Olímpicos Rio 2016, a primeira olimpíada no continente sul-americano. Como você está se preparando para chegar lá?

Nossa preparação está a todo vapor e na reta final! Alguns dias atrás chegamos à marca de 365 dias para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Tudo que fazemos é pensando nas Olimpíadas.

Os 6º JMM são uma competição de alto nível e com certeza mais uma oportunidade de nos avaliarmos frente aos melhores atletas do mundo na nossa modalidade. Nosso cronograma de competições tem sido apertado esse ano, mas participar assim de tantas competições é um dos principais fatores que está influenciando o nosso desenvolvimento.

4 – A maioria dos competidores teve a infância marcada por dificuldades. Sabemos que até atingir o mais elevado degrau esportivo passasse por muitos obstáculos. Como essas dificuldades foram superadas ou estão sendo ultrapassadas?

No tiro com arco as dificuldades já começam com o fato do nosso esporte ser muito pequeno e pouco difundido no Brasil. É difícil ter acesso à locais de treino, à instrução e equipamentos adequados para treinar e buscar o alto rendimento.

Demorei muito tempo até receber apoio quanto à material. Foram anos e anos bancando sozinho a compra de equipamentos que se tornavam necessários ou simplesmente realizando a manutenção do que eu já tinha.

5 – Conte-nos como é o seu dia a dia de treinamento? As escolhas dos torneios? Os recordes batidos e aqueles que pretende superar.

De segunda à sexta nós treinamos de 8 a 9 horas por dia (incluindo a preparação física) e aos sábados treinamos somente meio período. Procuramos participar de todas as etapas da copa do mundo de tiro com arco (realizada todos os anos, em quatro etapas diferentes) e também de outras competições internacionais que reúnem os melhores atletas do mundo (este ano fomos também ao campeonato mundial de tiro com arco, que só é realizado a cada dois anos).

Atualmente eu sou recordista brasileiro de 70m, e meu recorde brasileiro indoor (18m) foi batido por apenas um ponto este ano. Quero fazer um novo recorde indoor. Integrei também a equipe que fez o recorde brasileiro 70m por equipes.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4071

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