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Equipe de tiro militar do Brasil embarca para Coreia

Brasília, 30/09/2015 - Após treinos intensos e muita dedicação, embarcou hoje (30) a equipe de Tiro das Forças Armadas rumo à Coreia para participar dos 6º Jogos Mundiais Militares. Composta por atletas experientes que participam anualmente de provas internacionais, a equipe conta com atletas como o Coronel da Força Aérea Brasileira, Julio Antonio de Souza e Almeida, que conquistou medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto de 2015, prata no Pan-Americano do Rio de Janeiro em 2007 e bronze no Campeonato Mundial de Munique em 2010. 

O coronel Julio Almeida acredita que as Forças Armadas têm potencial enorme para ajudar o Brasil a se tornar uma potência olímpica. O campeão conversou com o Ministério da Defesa sobre a expectativa e preparação para o mundial:

MD - Os 6º Jogos Mundiais Militares (JMM) dá ao Brasil condições de firmar-se entre as grandes potências esportivas. Quais suas expectativas para esta competição?

Júlio Almeida: Minha expectativa é chegar em condições de conquistar todas as medalhas das provas de armas curtas masculino, individual e por equipe. Mas será uma disputa difícil, pois terão muitos atletas de altíssimo nível na competição.

MD - O Programa Atletas de Alto Rendimento do Ministério da Defesa permite que muitos competidores tenham condições de treino suficientes para que possam estar preparados para tais campeonatos. Qual é sua avaliação deste programa do governo federal?

Júlio Almeida: Acho válido e acho que deve ser incentivado. Se o Brasil quer se tornar uma potência olímpica, muita coisa tem que melhorar na sua estrutura desportiva e as Forças Armadas tem um potencial enorme para ajudar o país a atingir este objetivo. Vejo o Programa Atletas de Alto Rendimento como um passo efetivo nesta direção.

MD - Os 6º JMM consistem num preparo para os Jogos Olímpicos Rio 2016, a primeira olimpíada no continente sul-americano. Como você está se preparando para chegar lá?

Júlio Almeida: Tenho treinado diariamente e participado de muitas competições de alto nível no decorrer do ano de 2015, como as quatro Copas do Mundo e os Jogos Pan-americanos, entre outras.


MD - A maioria dos competidores teve a infância marcada por dificuldades. Sabemos que até atingir o mais elevado degrau esportivo passasse por muitos obstáculos. Como essas dificuldades foram superadas ou estão sendo ultrapassadas?

Júlio Almeida: Comecei a atirar com 17 anos, como cadete na Academia da Força Aérea. Minha infância foi a normal de um menino de classe média e não teve influência no meu esporte. As dificuldades sempre existiram e continuam a existir. O Brasil não tem uma boa estrutura para o treinamento do Tiro Esportivo e os atletas vão fazendo o melhor que podem com o que têm à disposição. Em alguns momentos pontuais houve um esforço maior das Forças Armadas para dar melhores condições aos atletas, como nos dois anos anteriores aos Jogos Mundiais Militares Rio 2011.

O resultado foram as medalhas conquistadas no mundial militar de 2010 e nos JMM de 2011. Eu procuro fazer o meu melhor com o que eu tenho à disposição, sem ficar lamentando muito o que eu poderia ter.

MD - Conte-nos como é o seu dia a dia de treinamento? As escolhas dos torneios? Os recordes batidos e aqueles que pretende superar.

Júlio Almeida: O dia a dia varia muito, então vou falar como será o meu treinamento a partir do dia 17 de agosto. A intenção é fazer dois treinos técnicos diários, das 08 às 11h30, e das 14 às 16h30, tudo na escola Naval. E atividade física das 18 às 19h30, em um clube perto de casa.

Os torneios que participei este ano foram escolhidos em conjunto com os técnicos e os demais atletas de pistola da Seleção Olímpica da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE). Então foram as quatro Copas do Mundo, os Jogos Pan-americanos e um torneio preparatório em Dortmund (Alemanha), além de algumas etapas do campeonato brasileiro.

Meu currículo de competições é extenso e consegui quebrar diversos recordes na minha carreira. Tenho os recordes sul-americanos de Fogo Central (589 pontos), Pistola Standard (580 pontos) e o da prova final de Pistola Livre (194 pontos). Ainda são meus os recordes brasileiros individuais de Fogo Central (593 pontos), Pistola Standard (582 pontos) e Pistola de Ar (590 pontos), além do recorde da prova final de Pistola Livre (194 pontos).

Também tenho o recorde individual das Forças Armadas de Fogo Central (594 pontos), e diversos recordes por equipe, das Américas, Sul-americanos e Nacionais. Eu nunca consegui superar um recorde quando entrei na prova pensando nisso. Eles sempre aconteceram espontaneamente. Por isso, estou sempre tentando superar minhas próprias marcas, mas gostaria de um dia superar o recorde brasileiro de Pistola Livre (568 pontos). Já fiz 567 pontos uma vez. É meu recorde pessoal nesta prova.

Foto 2: Felipe Barra/MD
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
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