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Equipe de saúde brilha nos bastidores dos Jogos Mundiais Militares

 Mungyeong, 06/10/2015 – Longe dos holofotes das competições, a equipe de saúde brasileira trabalha duro. A delegação trouxe à República da Coreia quatro médicos e 13 fisioterapeutas para atuarem durante o mundial.

Os quatro médicos foram divididos entre as três vilas dos atletas: Goesan, Yeoncheon e Mungyeon, que ficou com 2 deles. Os fisioterapeutas também se dividiram entre as três vilas e de acordo com as necessidades de cada modalidade esportiva.

Além do conforto e da tranquilidade da delegação em contar médicos brasileiros, essa é uma exigência dos jogos.

“Pelas regras da FIFA, a partida de futebol só começa quando estiver um médico de cada delegação presente”, explica o capitão médico do Exército Marcelo Narciso da Silva. “O papel do médico é tão importante que, no caso do boxe, ele pode até pedir para interromper a luta para preservar a integridade do atleta”, relata.

A equipe brasileira também trouxe medicamentos e equipamentos de fisioterapia para serem utilizados durante os dias da competição.

Segundo o fisioterapeuta do Exército Rony Wellington Correa Pessoa, o maior desafio é manter os atletas em condições de competir em um curto espaço de tempo.

“Trabalhamos de forma intensa. Dormimos depois de toda a equipe e somos os primeiros a acordar. Muitas vezes, temos apenas um dia para recuperar um atleta lesionado e deixá-lo pronto para a competição”, diz.

Motivação, boa vontade e brilho nos olhos não faltam nessa equipe quando o assunto é a participação no mundial. O fisioterapeuta da seleção brasileira feminina de futebol, tenente da Marinha Helcio Figueiredo da Costa, explica.

“É muito gratificante quando vemos uma atleta que está com uma baixa autoestima por causa de uma lesão se recuperar e fazer um gol”.

Foi o que aconteceu com a jogadora Andreia dos Santos, mais conhecida como Maycon, que atuou por 15 anos na seleção brasileira e que reforça a equipe nos Jogos Mundiais Militares.

“Uma vez estava com uma lesão no joelho e pensei que não ia me recuperar para o jogo contra o Avaí, pela Copa do Brasil. Fui para o jogo, fiz um gol e dediquei esse gol ao fisioterapeuta que me tratou, que era o Helcio. A gente estabelece uma relação de confiança com o profissional. Eles são os nossos verdadeiros anjos da guarda”, conclui.      
 
Texto: Tenente Rodrigo Streb e Tenente Nishimori
Fotos: Felipe Barra
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4071

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