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LIFESAVING: uma modalidade responsável nos 7º Jogos Mundiais Militares

Wuhan (China), 20/10/2019 - Diferente do que se busca em qualquer modalidade - a melhoria constante no desempenho do atleta para a superação dos seus limites - o Lifesaving vai ainda mais além, ao apresentar uma proposta especial: promover a prevenção do afogamento.

3o sargento Priscila de Souza, do Time Militar Brasil, emergindo com o manequim (afogado)


“É uma modalidade nova, que está recebendo grande atenção pela proposta de prevenir o afogamento. Em países como a Austrália, eles são treinados desde pequenos”, esclareceu a técnica de Lifesaving do Time Militar Brasil, 2o Tenente Daniele Jacoveti, da Comissão de Desportos da Aeronáutica.

Para aqueles que desejam praticar o life, como os atletas costumam chamar, é fundamental iniciar com a natação e passar pelos seus quatro estilos, muito embora os nados crow e borboleta sejam os mais comuns. É necessário, ainda, saber usar nadadeiras e aprender a manejar um rescue tube (algo parecido com um macarrão de piscina, em formato retangular, inventado em 1935), que auxiliam no salvamento de um manequim, objeto que simula uma pessoa afogada e chega a pesar de 60 a 70 quilos.

Cabo Felipe Ferreira, do Time Militar Brasil rebocando o manequim na prova 50m carry


No Brasil, o esporte consiste de nove provas de piscina e seis provas de praia:
1. Piscina:
• 50m manikin carry - O atleta nada 25 metros livre e, após resgatar o manequim no fundo da piscina, o transporta por mais 25 metros até a borda, simulando um resgate;
• 100m manikin carry - A prova é realizada com nadadeiras. O atleta nada os primeiros 50 metros livre (geralmente submerso), pega o manequim ao fundo da piscina na virada e o reboca por 50 metros até a borda, com o corpo colado ao manequim, simulando um resgate homem a homem;
• 100m tow - Prova realizada com nadadeiras e rescue tube. O atleta nada os primeiros 50 metros livre com o material e utiliza o rescue para clipar (envolver) o boneco, que está esperando na superfície. Logo após, o reboca por mais 50 metros até a borda oposta com o uso de uma corda;
• 100m rescue medley – O atleta nada 50 metros livre e retorna. No retorno, aos 17,5 metros, desce, pega o manequim afogado, retorna à superfície e completa a prova;
• 200 superlifesaver - Prova que engloba praticamente todas as valências únicas de cada modalidade, utiliza nadadeiras, o rescue tube e o manequim. Em um braço da piscina, o atleta nada 50 metros livre; na volta ele nada até um pouco antes do meio da piscina para salvar o manequim afogado, o levando até a borda oposta. Na outra volta, ele calça as nadadeiras dentro d’agua, pega o rescue tube e vai para a outra borda clipar o manequim como se fosse uma pessoa esperando socorro, agarrada em alguma superfície, e volta para o último percurso da prova, rebocando esse manequim com o uso de cordas;
• 200 obstacles race - O atleta nada o percurso passando por debaixo de duas redes instaladas a 12,5m de distância de cada borda da piscina, simulando a superação de obstáculos no salvamento em mar aberto;
• 4x25 manikin carry – Quatro atletas revezam-se a cada 25 metros, para transportar o manequim até completar o total do percurso, simulando um salvamento aquático em equipe;
• 4x50 obstacles race - Cada atleta nada a distância de 50 metros, passando por debaixo de duas redes instaladas a 12,5m de distância de cada borda da piscina, simulando a superação de obstáculos no salvamento em mar aberto, em equipe; e
• 4x50 medley - O primeiro atleta nada 50 metros livre, o segundo 50 metros submerso com nadadeiras, o terceiro 50 metros livre utilizando o rescue tube e mais 50 metros segurando o rescue ao ser rebocado pelo quarto atleta que estará utilizando nadadeiras.

2. Praia:
• Corrida à nadadeira – Muita parecida com a brincadeira “dança das cadeiras”, dez atletas correm na areia em busca de suas nadadeiras, todavia, só existem nove (todas perfiladas), e assim por diante. O atleta que ficar sem nadadeira sai da prova;
• Aquathlon – O competidor corre 1000 metros, nada 1000 metros e depois corre mais 1000 metros. A corrida é na areia fofa e o nado é realizado no mar ou em lago, a depender da localização da prova;
• Salvamento com rescue tube – Realizado em dupla, um atleta aguarda a largada na areia e o outro fica esperando na boia que demarca o limite do percurso. Após a largada, o competidor que está na areia nada até a boia, faz a clipagem no homem que aguarda o resgate e os dois retornam nadando até a areia; e
• Salvamento com pranchão – Praticamente igual ao rescue tube, mas com assessório diferente, no caso o pranchão. O atleta vai até a boia nadando sobre o pranchão e, após o resgate, os dois retornam até a areia nadando sobre o pranchão.


Após terminar o primeiro dia (20) de provas e ter conquistado uma medalha de prata e três de bronze, os atletas do Time Militar Brasil responderam à pergunta: O que é Lifesaving pra você?

“Uma abertura de oportunidades, além de me mostrar um outro lado de um esporte aquático que não é a natação, mas que mescla muitas coisas que eu vou levar pra minha vida, além das portas que vem abrindo pra mim todos os dias”. (3o sargento Priscila de Souza, da Força Aérea Brasileira)

“É vida, é integração, é um esporte que tem um intuito maravilhoso de mostrar a importância da prevenção em afogamentos... É um esporte que vai muito além de apenas estar na água, do espírito esportivo. Ele conscientiza as pessoas sobre uma coisa que vale muito mais do que medalhas. Salvar uma vida é muito mais importante do que qualquer medalha que a gente venha a ganhar”. (3o sargento Thaís Xavier, da Marinha do Brasil)

“É meu esporte, minha profissão, meu estilo de vida. É ele que me condiciona e me prepara para estar disposto a colocar todo o meu esforço pra buscar as pessoas que estão em dificuldade no mar. É um esporte com um cunho humanitário muito grande, extremamente necessário pra que a gente evolua como pessoa”. (Cabo Felipe Ferreira, do Corpo de Bombeiros do estado do Rio de Janeiro)

“Poder difundir o nosso esporte e poder também contribuir com a diminuição e a prevenção dos afogamentos no Brasil”. (3o sargento Thami Ventorin, da Força Aérea Brasileira)

“Não é só um esporte, mas também um objetivo de salvar vidas”. (3o sargento Carolina Athayde, da Marinha do Brasil)

“É uma das maiores provas de que o esporte pode salvar vidas. E eu, como guarda-vidas do Corpo de Bombeiros, pude vivenciar isso na prática, na vida real, e perceber o quanto o treinamento do dia a dia, o condicionamento físico podem influenciar no salvamento e proporcionar uma maior chance de vida pra uma pessoa no momento do afogamento”. (Cabo Gustavo Gimenes, do Corpo de Bombeiros do estado de Goiás)

Saiba mais sobre a história do Lifesaving, eventos, programas de prevenção e muito mais no site da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) http://www.sobrasa.org/.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
(61) 3312-4071